Particularidades das varas para Slow Pitch Jigging

Postado Por Waka


Temos muito orgulho de dizer que a Waka Custom Rods foi uma das pioneiras em produzir varas para Slow Pitch Jigging no Brasil. Com a ajuda dos amigos e parceiros Thiago Felzen e Emerson Kim, temos experimentado diversas varas consideradas referências a nível mundial, e testamos diversos componentes e montagens para chegarmos nas varas que apresentamos hoje ao pescador brasileiro.

Trabalhamos com blank próprio, produzido sob encomenda da Waka Custom Rods em uma das mais conceituadas fábricas de blanks e varas de jigging e popping. Além do blank especialmente desenvolvido para a técnica, essas varas têm algumas particularidades, que explicamos melhor abaixo:

Configuração dos passadores:

Utilizamos passadores Fuji série K, que tem a característica de minimizar a laçada da linha sobre eles. A disposição deles é em espiral, também chamado de Torqued Flex, Acid Wrap ou Spiral Wrap (de uma denominação para outra, mudam apenas pequenos detalhes). A vantagem dessa montagem, além de minimizar a laçada da linha nos passadores, é de distribuir melhor  a força sobre um blank de ação parabólica como o que utilizamos para Slow Pitch. E por fim, reparem que o primeiro passador fica fora de centro, levemente caído na direção oposta ao segundo passador; isso é para evitar que a linha acumule em um único lado do carretel da carretilha, que normalmente não tem distribuidor de linha.

Montagem minimalista:

O Slow Pitch é uma técnica onde detalhes muitas vezes fazem a diferença, e foi desenvolvida pelos japoneses, que são conhecidos pelos estudos profundos e refinamento extremo das técnicas. As varas são grandes responsáveis pelo êxito do Slow Pitch, pois alguns trabalhos são executados somente com a ação do caniço combinado com puxadas de linha (maniveladas). E para que esse movimento seja executado da melhor forma possível, os blanks das varas precisam trabalhar quase em sua totalidade. Sabendo disso, os estudiosos da técnica perceberam há um melhor aproveitamento da ação da vara quando há um mínimo de componentes colados sobre ela. E por esse motivo os grips das nossas varas de Slow Pitch são curtos, no tamanho mínimo necessário para que se tenha ergonomia para pescar.

Posição da espinha:

Um dos principais movimentos do Slow Pitch, e que foi responsável pela origem do nome dessa técnica, é a puxada de linha com a carretilha (a manivelada), que faz a vara carregar com o peso do jig. Logo depois disso, o pescador precisa esperar até que a vara “descarregue” ou devolva o movimento, que fará o jig executar o seu trabalho. Por isso, uma das principais propriedades da vara de Slow Pitch é a sua capacidade de carregar bem e também devolver o movimento. Com a espinha do blank invertida em relação à montagem convencional de carretilha, conseguimos aproveitar ao máximo essa sua propriedade. Isso já é utilizado em varas consideradas como referência no mundo do Slow Pitch, e a partir de uma importante observação do nosso amigo Kim, adotamos também nas nossas varas.

Costumamos dizer que na pesca não devemos ter regras, e sim precisamos atender entender exigências e necessidades do nosso tipo de pesca. Por isso, estamos sempre estudando, aprendendo, pesquisando e testando, para que possamos oferecer o melhor para o pescador.

Grande abraço,

Alexandre “Waka” Matsunaga